Tendências de linguagem nas redes sociais: do CAPSLOCK ao “ai, gente” 

As tendências de linguagem nas redes sociais mudam o tempo todo — e influenciam muito mais do que a gente imagina. A internet já teve várias fases.

A era dos blogs, dos fóruns, do Orkut. Depois veio o Twitter, os textões do Facebook, os stories, os reels, o TikTok. A cada ciclo, um novo jeito de falar. Ou melhor: um novo jeito de escrever.

Porque na internet a linguagem não é só ferramenta. É cultura.

A forma como a gente se expressa nas redes sociais muda o tempo todo. Já foi tudo em CAPSLOCK. Depois, virou emoticon, depois virou thread, depois virou meme em print de tweet.

Hoje, o que domina é uma escrita que parece espontânea, cheia de “ai, gente”, “socorro”, “mds”, risadas em caixa baixa e ironias entre parênteses.

Mas essas mudanças não são aleatórias. E, se você trabalha com comunicação, vale a pena prestar atenção nelas.

O que a linguagem nas redes diz sobre o agora

A linguagem que usamos na internet sempre reflete o nosso momento. O CAPSLOCK foi a primeira tentativa de fazer o digital gritar. A ironia entre parênteses apareceu quando o sarcasmo virou forma de resistência. Hoje, a estética do improviso reina. Falar “ai, gente” é uma forma de criar intimidade — e, às vezes, de escapar do cinismo.

Essa tendência da fala escrita ser leve, próxima e caótica tem a ver com cansaço, mas também com vontade de conexão. É como se a gente estivesse tentando, por escrito, recuperar a sensação de estar entre amigos. Mesmo quando está falando com uma marca.

A espontaneidade virou padrão

A escrita “desarrumada” das redes não é desleixo — é estilo. Ninguém escreve “ai, gente socorro mds” por acidente. A quebra de linha, o uso intencional de abreviações, o tom de improviso: tudo isso é construído com cuidado. Mesmo quando parece feito de qualquer jeito.

Isso mudou completamente as regras do jogo pro marketing. Se antes a escrita publicitária buscava clareza, hoje ela precisa também de contexto cultural, senso de humor e timing.

E onde entram as marcas nisso tudo?

Marcas que querem dialogar com o público nas redes precisam entender que linguagem não é só tom de voz, é repertório. É saber quando usar emoji e quando não. É reconhecer que “ai, gente” pode aproximar… mas também pode soar deslocado.

A chave está em equilíbrio: como adotar os códigos da linguagem das redes sem abrir mão de identidade? Porque se comunicar como se fosse uma pessoa funciona, desde que essa “pessoa” tenha personalidade.

Se tudo que você diz parece um meme, seu conteúdo pode até viralizar. Mas será que vai ser lembrado?

Dá pra acompanhar a tendência sem virar refém

Nem toda marca precisa falar como uma thread do X (ou como se estivesse num grupo de amigas no WhatsApp). O que importa é saber ler o ambiente. Existem momentos pra usar a linguagem da internet — e momentos em que ela só distrai.

Ter consistência de marca não significa engessar a linguagem. Significa criar uma base forte o suficiente pra se adaptar sem perder o fio.

E isso exige repertório. Exige equipe criativa com olho atento. Exige tempo pra acompanhar não só as tendências de conteúdo, mas também de forma.

O futuro é fluido (mas ainda assim planejado)

A maior lição que as tendências de linguagem nas redes deixam pra quem trabalha com comunicação é: a forma de escrever importa tanto quanto o que se diz.

E, cada vez mais, escrever bem significa saber se adaptar. Traduzir a essência da marca num texto de três linhas. Ou num meme. Ou num print com “mds kkkkkk” que, no fundo, comunica tudo.

A internet é viva. E a linguagem também. A gente pode não saber qual vai ser o próximo bordão viral, mas já dá pra afirmar: quem souber ler essas pistas vai sair na frente.

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