Muito se fala sobre branding, e muito se reduz também. Às vezes, a palavra vira sinônimo de logo bonito, grid harmônico ou slogan criativo. Mas o branding vai muito além da estética. Ele está em cada mensagem, em cada escolha e, principalmente, em cada conteúdo publicado.
No dia a dia, é fácil esquecer que marketing de conteúdo é uma das ferramentas mais poderosas na construção de marca. Isso porque ele não só atrai audiência, como também diz quem a marca é, no que acredita e como se posiciona.
Branding vive da repetição, e o conteúdo é o caminho
Marcas fortes não se constroem com um post viral ou um vídeo bem editado. Elas se constroem com coerência, constância e clareza.
E tudo isso passa pelo conteúdo. Cada texto, vídeo, legenda ou newsletter ajuda a consolidar uma percepção: a de que aquela marca tem um ponto de vista, um tom de voz, um jeito próprio de se comunicar.
É por isso que o marketing de conteúdo é parte do branding, não um extra. Ele carrega, traduz e entrega os valores da marca todos os dias, no feed, no blog, nos stories, na bio e até na resposta de um comentário.
Não é só o que se fala, é como se fala (e com que frequência)
Uma marca que quer ser percebida como próxima e acessível precisa mostrar isso no conteúdo. O mesmo vale para quem quer parecer inovadora, sofisticada, técnica ou disruptiva. O conteúdo não pode contradizer a identidade, senão o discurso se quebra.
Além disso, a repetição é essencial no branding. O público precisa ver as mesmas mensagens sendo reforçadas, de diferentes formas, ao longo do tempo. Não se trata de ser repetitivo, mas de ser reconhecível.
É por isso que marcas que constroem presença a partir de conteúdo têm mais facilidade em se tornar memoráveis: elas ocupam espaços na mente (e no feed) de forma constante.
Branding é sobre percepção, e percepção se constrói com contexto
O conteúdo também ajuda a moldar o contexto em que a marca é percebida. Não adianta apenas falar sobre os próprios produtos. É preciso mostrar o que se defende, com quem se conversa, o que se valoriza.
É aí que entra o conteúdo que educa, inspira, entretém e cria vínculos. O branding acontece quando a marca se torna mais do que o que vende. Quando ela ganha personalidade, território e propósito na conversa com o público.
Boas marcas contam boas histórias
Marcas que conseguem contar sua trajetória com coerência, desde o primeiro post até a estratégia mais elaborada, constroem um lugar de confiança na mente do público. E confiança é o ativo mais valioso no branding.
Por isso, pensar conteúdo é pensar também na continuidade da marca. O tom de voz, os temas abordados, a maneira como a marca reage aos acontecimentos e se comunica com o público, tudo isso reforça (ou enfraquece) a identidade.
Exemplos de quem faz isso bem
Duas marcas que mostram como conteúdo e branding andam juntos são a Heinz e o Guaraná Antarctica.
A Heinz tem uma identidade clara e reconhecível, mesmo quando inova. Um bom exemplo é a campanha “Desenhe um ketchup”, em que a marca convidou pessoas de diferentes países a desenharem um frasco de ketchup, sem dar nenhuma referência visual. A maioria desenhou, de forma espontânea, o frasco da Heinz, com rótulo, formato e até a tipografia característica. A ação mostrou na prática como a força do branding vai além do logo: ela vive na memória afetiva e visual do consumidor.
Já o Guaraná Antarctica domina o uso do humor, das trends e da cultura brasileira nos conteúdos que produz. Em vez de apenas falar sobre o refrigerante, a marca se posiciona como parte do cotidiano brasileiro, entrando em conversas que fazem sentido para o seu público. A série “Coisa Nossa”, os memes e as parcerias com influenciadores mostram como é possível ser leve, divertido e ainda assim consistente com a identidade da marca.
O branding vive no conteúdo do dia a dia
Construir marca não acontece de uma vez. E não acontece em um único post com alta performance. A construção é sutil, mas poderosa, feita na repetição dos acertos, na clareza das mensagens e na consistência das ações.
O marketing de conteúdo é o veículo que leva tudo isso adiante. Quem entende isso, não cria apenas para engajar, cria para permanecer na memória do público.
E no fim das contas, é isso que o branding quer: marcar. E só se marca o que é consistente, verdadeiro e reconhecível.
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