Os vídeos curtos deixaram de ser tendência para se tornarem o principal formato de consumo nas redes. Reels, TikToks e Shorts ocupam cada vez mais o tempo do público e, consequentemente, o espaço das marcas. Para lojas físicas ou digitais, isso significa repensar como apresentar produtos e experiências. Não é só sobre “estar” nas redes, é sobre falar a língua de quem compra.
Por que os vídeos curtos importam
O formato vertical, rápido e envolvente se tornou a principal forma de consumir informação em diversos públicos e faixas etárias. As pessoas querem descobrir, aprender e se divertir em poucos segundos. Isso mudou a forma de buscar produtos: em vez de procurar em mecanismos de busca, muitos consumidores começam a jornada de compra dentro dessas plataformas, a partir de um vídeo que chama a atenção.
Dados recentes do Digital 2025 July Global Statshot Report mostram que o mundo já tem 5,41 bilhões de usuários ativos em mídias sociais, o equivalente a 65,7% da população global. E esse público dedica em média 6 horas e 42 minutos por semana ao consumo de vídeos curtos, como Reels e TikTok. Ou seja, o formato não é um extra: é onde a atenção já está.
Oportunidade para o varejo
Para as lojas físicas, os vídeos curtos funcionam como uma vitrine ampliada. Mostrar bastidores, apresentar novidades, gravar o “unboxing” de um produto que acabou de chegar ou registrar a experiência de quem visita a loja cria proximidade e desperta curiosidade. É como levar o cliente para dentro do ponto de venda, mesmo quando ele está em casa.
No e-commerce, o impacto é ainda mais direto. Plataformas como TikTok, Instagram e YouTube Shorts já oferecem recursos de compra integrada. Isso significa que o consumidor pode descobrir, se interessar e finalizar a compra sem sair do aplicativo. Quem não adapta a estratégia de conteúdo para esse formato perde espaço para concorrentes que já estão explorando esse funil mais curto.
Como criar vídeos que convertem
A adaptação não é só técnica, é criativa. Para que os vídeos curtos realmente gerem resultado, vale considerar:
- Primeiros segundos poderosos: o gancho inicial define se a pessoa vai continuar assistindo. Comece com uma pergunta, um close chamativo ou um problema que o produto resolve;
- Histórias rápidas, mas completas: mesmo com poucos segundos, apresente começo, meio e fim. Mostre o produto em ação ou um benefício claro;
- Tom autêntico: nada de comerciais disfarçados. Conteúdos que parecem feitos por clientes ou pelo próprio time da loja têm mais engajamento;
- Chamada para ação visível: direcione para a loja física, o link de compra ou um cupom, mas de forma natural.
O novo Marketplace das empresas
Com isso, as empresas tem migrado cada vez mais para lojas online, aonde elas conseguem atender cada vez mais pessoas e proporcionar um melhor atendimento para elas.
São justamente esses vídeos curtos que conseguem mostrar o produto em ação e converter a pesquisa feito pelo cliente em uma compra definitiva, alcançando a etapa final da jornada do consumidor.
Hoje, cada vez mais temos acesso aos vídeos relacionados à produtos vendidos online. Lojas como Mercado Livre e Shopee tem utilizado o Instagram para promover seus produtos, especialmente através de influencers da plataforma.
Lojas menores, que estão começando, também se beneficiam desse novo marketplace. O custo de ter loja física acaba se tornando mais alto do que manter um site e entregas pelo correio.
Assim, novas lojas 100% online surgem cada dia que passa e as grandes empresas migram para o universo digital para conseguir atingir um público ainda maior.
Experiência integrada
Vídeos curtos não substituem outras estratégias, eles ampliam o alcance. A melhor prática é integrar as ações: um vídeo no TikTok que leve a uma visita presencial, um Reels que incentive a experimentar o produto em uma pop-up, um Shorts que mostre uma promoção exclusiva para quem assistir até o final.
Cada dia que passa a integração entre consumo, internet e vendas cresce e, se as lojas não acompanharem, elas ficarão para trás no mercado atual.
Conclusão
O consumo de vídeos curtos não é moda passageira. É um novo comportamento de compra. Para o varejo físico ou online, o desafio é transformar essa tendência em parte da jornada do cliente. Testar formatos, medir resultados e manter consistência é o caminho para não ficar para trás.
Deixe um comentário